sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Natal diferente…



Este ano o Natal pode parecer igual, mas não é. O Mundo deu a volta e cem anos depois da implantação da República em Portugal em 1910, poucos acreditavam que um século depois, tivéssemos dúvidas se o mundo e o país, estão realmente melhores.
Hoje, temos ditaduras económicas e dos grupos informais e formais, mais ou menos organizados.
A mediocridade reina. A mediocridade está nos poderes e os portugueses resignam-se. A produtividade é baixa. O subsídio-dependência é hoje o mote e móbil que pauta certas vidas mundanas no quotidiano desta sociedade contemporânea, cheia de máquinas e nada mais. Sem valores, consciências ou deveres. Com direitos, obrigações e incumprimentos. Com independentes, dependentes de tudo. Com dependentes, dependentes de independentes e jornais com censurarias obsoletas.
Estamos cansados de notícias tristes ou mundanas sem qualquer interesse informativo, mas que nos distraem e disfarçam da Mediocridade, dos impostos mal aplicados, da corrupção, da maldade, da inveja, da verdade, da hipocrisia, dos fariseus disfarçados de homens de bem, enfim…
Os meus sonhos, estão manchados e um homem sem sonhos é como um mar sem peixe: não existe.
Devem-nos dinheiros e obras prometidas. Devem-nos explicações e um país melhor. Nós, aqueles que vieram depois de 1974, dizem-nos, que devemos tudo e nada vamos receber, pois temos de contribuir para compor o que outras gerações destruíram e usufruem com reformas, regalias e condições sociais privilegiadas. São novas as oportunidades, pois são. Mas não são melhores. São bem, degeneres.
Há muito que se adivinhava tudo. Há muito que se avisava. Ninguém ouviu. Basta. Temos de nos revoltar, mesmo.
D. Nuno Álvares Pereira, foi um guerreiro e foi para a guerra, para vencer a mediocridade e hoje é um Santo. Dizer Não; Dizer Não vou por aí; Dizer Não pode ser; Dizer vamos pensar, não pode ser encarado como uma afronta ou perigo, mas como um acto de coragem, pois essa audácia paga-se cara, na vida profissional e pessoal, com rumores, negócios ou empresas prejudicadas ou simplesmente com exclusões ou não inclusões em lugares por direito adquiridos ou adequados.
È muito mais confortável, (aparentemente) termos Yes´s, Man´s.
Os portugueses merecem uma reflexão séria, criteriosa sobre os seus destinos. O futuro não será mais igual. O amanhã, começa agora e hoje. Mais do que a um partido ou grupo, temos de ser coerentes com a nossa consciência, com o nosso olhar crítico, construtivo, positivo, mas com soluções. Mal vai o mundo quando se olha apenas para dizer mal, negar evidências sem apresentar alternativas sólidas e credíveis.
Os nossos avós sempre souberam distinguir o trigo do joio, a diferença entre o mal e o bem.
Os Portugueses, merecem ter um Natal de sonhos e fantasias, sem chocolates imaginários, com empregos onde possam trabalhar e produzir com rentabilidade, com governos e autarcas correctos nas suas atitudes, sem sectarismos infundados, com rendimentos merecidos e não usurpados, com sabedoria e riqueza interior e com um presépio onde uma estrela, ainda que ofuscada, brilhe e nos guie por um bom caminho….
Que Deus nos dê um Natal decente, sem fomes, guerras e más palavras.
Que o próximo Ano de 2011, não seja pior que este.
Boas Festas (na medida dos possíveis a todos|as),

Um abraço,

Nuno Miguel Henriques
natal@nunomiguelhenriques.com

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